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O que esconde o transtorno alimentar?

  • Foto do escritor: Renata Fiorese
    Renata Fiorese
  • 19 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 20 de fev.


pessoa comendo, compulsão alimentar

Na cultura Iorubá existe uma expressão sobre a compulsão que se chama Izala. É um termo dessa sabedoria ancestral que entende o ato do consumo, seja do alimento ou a compulsão por compra ou por corpos outros, como uma tentativa de preenchimento de um vazio interno que sinaliza uma necessidade de nutrição profunda da alma. Uma nutrição que muitas vezes extrapola a introjeção de algo físico material. É mais profundo que isso, é um anseio de reencontro com o Querer da alma, com o Sentido, com a Verdade. 


O ato de comer remete à busca de um vínculo de tamanha profundeza que em certo tempo era a vivência de dois como um. Como quando no útero materno em que a consciência antes mesmo de ter clareza sobre suas necessidades físicas, recebia alimento sem qualquer necessidade de movimentação. 


A compulsão é uma tentativa de reprodução dessa relação maternal. A boca recebe, com prazer imediato, sem qualquer questionamento ou necessidade de explicação ou sequer interação. E acontece assim mesmo, na calada da noite, no isolamento da madrugada ou/e a portas trancadas, quando ninguém pode ver, mas os resquícios permanecem, sejam as embalagens plásticas ou as camadas adiposas. 


criança obesa

A gordura então vai se formando como uma resposta - até mesmo inteligente do corpo - de proteger às áreas que parecem ser vistas como fragilizadas. Se avolumam ao redor do quadril como se a única maneira de sobreviver fosse criar uma capa para que ninguém possa ter acesso facilmente.  


As filosofias do oriente, em seus estudos sobre os chakras e o campo eletromagnético humano, associam essa região do baixo ventre com o chakra básico e o chakra sexual. Um é a fonte de captação da energia vital, de tudo o que realmente é básico para aquele sujeito, e o outro diz sobre sua capacidade criativa, sexual, de desenvolvimento de vínculos, de afeto e expressão.


Tudo o que, como apontado no início, parece ser uma questão difícil para quem apresenta esse sintoma da compulsão alimentar – a Izala como falta de clareza do que é básico, do que sustenta e dá energia - o que consequentemente torna complexo e caótico a compreensão do: "Com quem se relacionar?", "Que tipo de vínculos construir?" - porque estes normalmente partem de interesses em comum. E quando não se tem uma relação consigo mesmo, como estabelecer uma relação com o outro?

 

comendo as emoções, garfo na água

Sintoma é um mensageiro da alma. Se ele está aí, veio em missão de comunicar algo. O reconhecimento disso é o primeiro passo, a investigação por respostas é a base do processo terapêutico e a sustentação de uma estrutura que suporte os questionamentos é um dos caminhos construídos no autoconhecimento


Por isso, instigo o começo do movimento com algumas dessas questões: O que é básico para você? Essa resposta veio do olhar profundo para você mesmo ou foi uma repetição do que te contaram que é básico para uma vida? Existiu algum momento em que você se sentiu nutrido de verdade? Como foi esse momento? Que elementos estavam envolvidos nessa situação? 


Essas são pistas preciosas para o retorno a Voz Interna que é a guia do caminho de tornar-Se cada vez mais próximo de Si-Mesmo. 

Me coloco à SerViço, como acompanhante e testemunha do seu processo de descoberta e transformação. Se quiser mais informações entre em contato. 

Que seja pela cura de todas as nossas relações.  



 
 
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